O vôo do chef

Blog gastronômico

Dobradinha, a minha Confort food preferida

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Aí que saudades das comidinhas da minha Mãe. Dobradinha, cozidão, rabada e tantos outros pratos que me lançam há uma série de lembranças agradáveis e prazerosas. O que os especialistas gostam de classificar de Comfort food. Já fazia um bom tempo que queria comer uma bela dobradinha, sem sucesso! Então decidi que iria fazer eu mesmo e não vou me fazer de rogado, ficou ótima, próxima da que minha mãe fazia.

Final de semana atribulado, fiz caldo verde no sábado para levar em uma festa junina na casa da família do meu cunhado. No sábado mesmo, comprei as coisas para o almoço de domingo, os ingredientes da dobradinha e do Filet ao molho de vinho do porto. É nem todo o mundo gosta de Dobradinha! Então tive que fazer outro prato também. Dobradinha tem disso, ou você ama ou detesta, não tem meio termo.

Dobradinha aqui no Brasil ou dobrada em Portugal, é o nome dado, em culinária, ao bucho de animais, em especial do boi, cozido em pequenos pedaços com grande variedade de condimentos e acompanhamentos.

É prato tradicional da cozinha do norte de Portugal e de diversas regiões do Brasil, tendo sido tema de célebre poema de Fernando Pessoa, Dobrada à moda do Porto.

Ingredientes

1 Kg Dobradinha
Limão (o suficiente para esfregar em toda a Dobradinha)
400 Gr Feijão branco
400 Gr Costelinha de porco defumada
400 Gr Lingüiça calabresa defumada
200 Gr Paio ou lingüiça portuguesa
2 Unidade Cebola picada
2 Dente Alho picado
1 Lata Tomate pelados italianos
1 Folha Louro
1 Colher sobremesa Orégano
200 Gr Azeitonas preta portuguesas
2 Unidade Cravo da índia
À gosto Sal e pimenta do reino moída na hora
À gosto Molho de pimenta
À gosto Azeite de oliva extra virgem
200 Gr Bacon picadinho
À gosto Vinha branco seco
2 Colher sopa Salsinha picada

Modo de Preparo

O passo mais importante deste prato é a limpeza da Dobradinha. Tenho que confessar que não fiquei muito à vontade neste processo, além da aparência e do forte cheiro, eu nunca tinha visto ninguém limpar um bucho antes.

Retire toda a gordura. Esfregue limão vigorosamente em todo o bucho. Escorra em água corrente. Deixe de molho em água com suco de limão por cerca de 6 horas. Escorra em água corrente e leve para dar uma fervura com umas rodelas de limão. Escorra em água corrente novamente. Neste ponto, acredito que pela minha insegurança, escaldei mais uma 7 vezes junto com 2 cravos da Índia. Escaldei tanto que nem precisei levar para uma panela de pressão, ou seja, o bucho já estava bem mole.

Deixei o feijão de molho de um dia para o outro. Depois levei para uma panela com água, sal e a folha de louro e deixei cozinhando até ficar um pouco mail mole que “al-dente”.

E um panela, aqueça um pouco de azeite e coloque o bacon picado. Quando estiver frito, adicione a cebola e o alho. Adicione a calabresa e deixe fritar um pouco. Adicione o paio e deixe fritar um pouco. Adicione a costelinha de porco defumada em pedaços e deixe mais um pouco. Adicione a dobradinha. Adicione o tomate. Adicione o vinho branco e deixe evaporar o álcool.

Misture o feijão com as carnes, misture bem. Adicione as azeitonas. Se precisar coloque um pouco mais de água. Adicione o orégano, a pimenta e corrija o sal. Coloque o molho de pimenta à gosto.

Deixe cozinha por 20-30 minutos.

Adicione a salsinha picada e sirva com arroz branco.

Bom proveito!

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Written by ovoodochef

julho 4, 2011 at 8:02 pm

Publicado em Receita

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2 Respostas

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  1. engraçado.. nunca gostei de dobradinha, mas me lembro vividamente da tia preparando aquelas paneladas gigantes de dobradinha e eu ficava no pe dela falando pra ela parar pq era muito fedido.. hahhahahaahahah

    um beijo bem enorme pra vc manduca.. to com saudades

    Carol

    julho 4, 2011 at 10:24 pm

  2. Caro Armando, Considero um dos pratos mais ricos e saborosos ! É, também, um dos pratos que me lembram, com saudades, a minha terra natal (Recife). Na casa de minha mãe, era feito com frequência com todo carinho por ela e pela nossa cozinheira que, ainda hoje trabalha com minha mãe (40 anos). Forte abraço,

    Henrique Andrade

    outubro 16, 2011 at 9:58 am


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